O eliminador de gotas é um dos pontos mais clássicos de perda de água em torres de resfriamento e, ao mesmo tempo, um dos mais fáceis de diagnosticar por quem opera o sistema no dia a dia. Sua função é reter as microgotas arrastadas pela corrente de ar antes que elas saiam pelo topo da torre, devolvendo essa água ao processo. Quando ele falha, a água que deveria circular simplesmente escapa para o ambiente.
Sinais de que o eliminador de gotas está falhando
Geralmente, quando o eliminador está quebrado, danificado ou mal montado, você tem a sensação de que está chovendo ao lado da torre: o entorno dela fica sempre molhado, mesmo em dias secos. Ao olhar para cima, percebe-se que a quantidade de água que sai pelo topo é muito maior do que a perda natural por evaporação. Esse arraste excessivo é o indicativo mais direto de que as colmeias eliminadoras não estão cumprindo o papel.
Além do desperdício de água, o arraste carrega tratamento químico e pode espalhar gotículas em áreas próximas, o que gera preocupação ambiental e de segurança. Peças soltas, empenadas ou instaladas com folgas deixam passagens livres por onde o ar arrasta a água sem barreira.
Inspeção regular resolve o problema na origem
Por isso, é essencial fazer uma inspeção regular do eliminador de gotas, e a boa notícia é que isso pode ser feito pela sua própria equipe de operação, sem depender imediatamente de uma empresa externa.
- Verifique se as colmeias estão íntegras, sem partes quebradas ou empenadas.
- Confira se o encaixe está firme, sem frestas ou peças deslocadas.
- Observe o entorno da torre em busca de umidade excessiva.
- Compare a névoa de saída com o esperado apenas por evaporação.
Incorporar essa checagem à rotina evita perdas contínuas e mantém o rendimento térmico da torre estável ao longo do tempo.
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